14 maio 2007

Roménia, a Terra de Drácula...

A Transilvâvia fica logo do lado de lá das montanhas... O Lago Vermelho dorme, deixando os troncos fossilizados espreitarem, na tentativa vã de ganharem vida de novo (foto minha). A zona da Moldávia, na Roménia, é um misto de pobreza e de uma riqueza natural admirável. Aqui, as montanhas são mais altas do que o Gigante Adamastor, mas não afastam as pessoas, atraem-nas e abrem desfiladeiros para as deixar passar. Aqui a música é tocada com violinos e é impossível não mexer, pelo menos, um músculo, quando os sons vibram em cada célula do corpo. Aqui, bebe-se "tsuica", uma aguardente de ameixa com 40º de grau alcoólico, no início da refeição e reza-se para não entrar em coma alcoólico (foto de François-Xavier Prévot). Aqui, reza-se nas igrejas, ajoelhando-nos no chão, baixando o corpo, prostrando-nos perante o poder de Deus. Aqui, as mulheres ciganas vestem saias de cores garridas e decoram as ruas e os campos. Aqui, um professor ganha 200 euros por mês e tenta esticar o ordenado ao máximo, para poder sobreviver, pois o supermercado mostra os mesmos preços que em Portugal.

Visitar a Roménia foi, para mim, um privilégio, uma oportunidade única. Não sei se voltarei (afinal, ainda não visitei a Transilvânia, estive quase lá...), mas sei que aprendi muito nos três dias em que lá estive. Aprendi a olhar a tristeza nos olhos do outro. E a ver a minha. Aprendi a valorizar o que tenho e a valorizar o pouco que outros têm. Aprendi que nem todos têm aquilo que eu considero básico e necessário para viver em condições dignas. E que o que eu acho que é imprescindível para ser feliz não o é...

1 comentário:

Anónimo disse...

Filomena, foi com muito gosto e profunda admiração que te acompanhei nesta viagem de descoberta de sentimentos, culturas e paisagens.
Beijinho,
Alexandra