06 julho 2007

Silêncio




Hoje não quero dizer-te nada.
Vou ficar quieta, olhando para ti.
Ver-te sorrir com o olhar
E afagar-te os cabelos grisalhos
Que insistes em dizer que te fazem parecer velho.
Não vou dizer nada porque
as palavras mais sentidas não são ditas;
Flutuam no silêncio
E o meu silêncio contigo
É tão profundo, tão cheio de tudo
E, ao mesmo tempo,
Tão cheio de nada.
É um vazio completo.
É a unidade difusa, una.
É a génese de tudo e o fim de nada.
É.

“words just get in the way”

To M. Julho/agosto 2006

2 comentários:

clarisse lourenço disse...

Que coisa mais linda... que lindo isso, que bonito... :)

Tem um meu tbm no meu outro blogue:

http://recantoepessoas.blogspot.com/

Vai me visitar, irmã!
Beijooooooooooossssssss

Sónia disse...

Sem palavras, está tão sincero e profundo que me deixou sem palavras!!!

Foi um prazer conhecer-vos e sabem que a Herdade da Matinha terá sempre as portas abertas para vos receber!!

Um grande beijinho,

Sónia Ribeiro,
Herdade da Matinha