13 Novembro 2011

Nano-desistente, ou reflexões na vida de uma mulher em vias de se tornar minimalista

Acabei por não escrever mais do que duas mil e poucas palavras no meu suposto primeiro romance. A verdade é que, enquanto teenager, escrevi dois ou três que, em crises existenciais, me apressei a rasgar, para não deixar vestígio algum. Este, iniciado a um de novembro, não verá a luz da publicação a 1 de dezembro, simplesmente pela obrigatoriedade da escrita de 1680 palavras diárias. O prazer da escrita evaporava-se a cada contagem de palavras, deixando-me um gosto amargo na boca e uma vontade louca de fugir para um qualquer monte alentejano perto de uma represa, para um retiro à la Walden Pond. Não posso nem quero fazer coisas que não me dêem prazer. Estou a tornar-me minimalista e isso implica tirar da minha vida coisas, pessoas e compromissos que não contribuam para a minha felicidade e produtividade. É claro que há ainda algumas pendências que estou a resolver, à medida que surge a oportunidade certa. E sinto-me tão melhor...
Agora, estou a criar tempo e espaço para o que realmente gosto de fazer: dar aulas, ler, brincar com os meus cães, namorar, estar com os amigos, ver uma ou outra série de televisão (e não "vegetar" em frente do televisor), dançar, escrever o que me vai na alma...

1 comentário:

M disse...

Lamento pelo obvio, pelo facto de que nao poderei ainda segurar nas maos um romance escrito por ti. Mas fico feliz pelo que isso representa e pelo grito que trouxe.

Esse teu minimalismo... parece-me muito cheio de Vida ;)